Parte
II
O
rapaz pegou seu cavalo negro e partiu. Andou dias e noites e, ao chegar a um
certo país distante, encontrou um morto deitado no meio da rua.
O
filho mais velho do rei cego perguntou o que era aquilo.
Responderam
que naquele lugar quem morria sem pagar suas dívidas não podia ser enterrado.
Ficava no chão para ser devorado pelos animais.
O
moço sacudiu os ombros e seguiu em frente.
Depois
de muito andar, chegou ao país de Quem-vai-lá-não-volta e parou numa estalagem.
Entrou, bebeu, comeu e foi atendido por uma moça muito linda. Acabou se
esquecendo do gigante, da fonte, da garrafa e dos olhos do pai.
Foi
ficando por lá mesmo.
O
tempo passou.
Acreditando
que seu filho tinha sido morto pelo gigante, o rei cego pediu ajuda a seu filho
do meio.
O
rapaz pegou seu cavalo cinza e partiu. Andou dias e noites e, chegando à um
certo país distante, encontrou um morto deitado no meio da rua.
O
filho do meio do rei perguntou o que era aquilo.
Responderam
que naquele lugar quem morria sem pagar suas dívidas não podia ser enterrado.
Ficava no chão para ser devorado pelos animais.
O
moço sacudiu os ombros e seguiu em frente.
Depois
de muito andar, chegou ao país do Quem-vai-lá-não-volta e parou numa estalagem.
Ficou feliz ao reencontrar seu irmão mais velho. Entrou, bebeu, comeu e foi
atendido por uma moça ainda mais linda. Acabou se esquecendo do gigante, da
fonte, da garrafa e dos olhos cegos do pai. Foi ficando por lá mesmo.
O
tempo passou.
Acreditando
que seu filho do meio também tinha sido morto pelo gigante, o rei cego pediu
ajuda a seu filho caçula.
O
rapaz pegou seu cavalo branco e partiu. Andou dias e noites e, chegando a um
certo país distante, encontrou um morto deitado no meio da rua.
O
filho caçula do rei perguntou o que era aquilo.
Recebeu
a mesma resposta: naquele reino quem morria sem pagar suas dívidas não podia
ser enterrado. Ficava no chão para ser devorado pelos animais.
O
moço não gostou do que ouviu. Pagou as dívidas, mandou enterrar o defunto e
seguiu viagem.
Depois
de muito andar, chegou ao país do Quem-vai-lá-não-volta e parou numa estalagem.
Ficou surpreso ao reencontrar seus irmãos.
– E
o gigante? E a garrafa? O que aconteceu? – perguntou o moço.
Os
outros riram sem jeito:
–
Tudo aqui é tão gostoso!
E
pediram ao irmão caçula que descesse do cavalo para descansar um pouco.
Obs.: Será que ele vai parar para descansar? Para descobrir, resolva o desafio:
“E
pediram ao irmão caçula que descesse do cavalo para descansar um pouco.” Na
palavra “descansar”, Indique os itens em que o elemento mórfico destacado está
incorretamente analisado:
b) Descansar: prefixo
c)
Descansar: vogal desinência verbal
modo-temporal
d)
Descansar: desinência verbal
número-pessoal
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